Clarice é a minha mais nova protagonista e como de costume, estou apaixonado por ela. Mas, não tenho muitos motivos para isso quando se inicia a história, mas com o desenrolar da trama, a personagem passa por uma profunda transformação, daí a grandiosidade dela.
Clarice era bem jovem quando decidiu se casar com Átila, como foi mencionado anteriormente. Casou-se por amor e se enganou em relação aquele homem aparentemente cordial, atencioso e agradável. Na verdade, com as pessoas que estavam fora dessa relação, realmente Átila era um grande marido e um grande pai, mas ele escondia sua dupla personalidade e seu temperamento bipolar. Aquela velha história: a mesma mão que afaga, apedreja.
Seu ciúme doentio, destruiu aos poucos essa relação. Átila passou a agredir verbal e fisicamente sua esposa. Ela tentou fugir desta triste realidade dentro de si mesmo, depois passou a contar com a ajuda de sua melhor amiga, Gabriela, e de sua mãe Célia e viu que o ideal era o divórcio. Porém, não foi tão fácil como imaginava: sua vida só piorou quando tomou tal decisão e Átila ameaçou tirar para sempre Milena dos braços de Clarice, ela voltou atrás.
Mesmo sob a ameaça de perder para sempre a esposa, Átila só piorou seu comportamento e Clarice não suportava mais vivenciar aquilo. Procurou ajuda médica para tratar de seus problemas comportamentais e pscicológicos, chegou a tentar o suicídio por ter acreditado num casamento frustrado e renunciado a dedicar-se a sua profissão de instrumentista, enfim: tudo na sua vida deu errado.
Quando ela acreditava que havia chegado no fundo do poço, ela conhece um palhaço, Pablo Uchôa, que está com seu circo numa longa temporada no Rio de Janeiro, e passa a frequentar o circo Pasárgada e se apaixona pela arte.
À princípio, enxerga em Pablo um grande amigo e o circo como uma válvula de escape para seus dilemas. A partir de um dado momento, sente que essa amizade se transformara em um grande amor e parte com ele numa viagem alucinante com o circo pelo Brasil afora, abandonando sua família e sua filha, para quem deixou uma carta se despedindo, prometendo que voltaria para levá-la consigo para longe daquele inferno, quando a menina tinha apenas 10 anos.
Clarice precisou criar então uma nova identidade: Maria Cecília Barcellos, sua irmã que havia morrido num trágico acidente de avião, quando voltava de uma temporada de desfiles em Milão.
Depois de 5 anos, tudo o que Clarice mais deseja é reencontrar a filha, mesmo que não tenha perdido o contato com Gabriela, sua melhor amiga e mantido um contato relativo com sua mãe através de correspondências.
Entregue aos prazeres da carne, Clarice foi covarde e fraca. Agora, ela terá que ser mais racional e consertar o erro que cometeu ao ter abandonado a filha durante esse tempo todo.
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